 O músico piauiense Edvaldo Nascimento iniciou sua carreira no final dos anos 70, ocupando desde então um lugar de destaque no cenário musical do seu Estado (Piauí/Brasil) e de reconhecimento no eixo Rio-São Paulo, através de artistas e produtores que definem sua música como vigorosa e madura. É, reconhecidamente, uma das maiores expressões da música piauiense. Edvaldo Nascimento faz parte, de perto, do período explosivo do surgimento do rock nacional no Rio de Janeiro, no começo dos anos 80. A temporada carioca possibilitou a ele participar de grandes eventos nacionais, a exemplo dos Projetos Pixinguinha, Seis e Meia e o RioCult, além de ter tocardo com artistas como Djavan, João Penca, Zizi Possi, Victor Ramil, Celso Blues Boy, Barão Vermelho, Lô Borges e outros. O primeiro disco-solo, com o título de "Pedra Base", foi lançado em 1995. Com o lançamento de seu primeiro CD, "Coração Quente" (2000), Edvaldo Nascimento atingiu o ponto mais alto de sua trajetória até então. Relembrando suas raízespiauienses, homenageou artistas do povo, como a folclórica Maria da Inglaterra, de quem gravou a curiosa canção popular “O peru rodou”, de grande aceitação no cancioneiro popular do Piauí, e ainda musicou um poema inédito de Torquato Neto. Com esse trabalho, saiu de Teresina para apresentar o disco em, pelo menos, três principais capitais do país. Agora, o novo CD de Edvaldo Nascimento “Eu sou todo escuro e sou o clarão” registra a consistência e muita variedade rítmica, a força extremamente personalística de sua guitarra e de seus solos bem desenhados, o vigor pulsante de cada canção em particular fazem deste seu último trabalho a consagração de um artista no momento mais maduro e especial de sua trajetória.
O título do disco foi dado por seu parceiro, Durvalino Filho, que extraiu e musicou o verso do poema “Espírito do planeta”. |